Pra começar o blog, vamos falar um pouco sobre dietas. Durante bastante tempo estive com um o peso muito acima do normal. Estava pesando 97 quilos, quando o ideal seria por volta de 75 quilos. Não preciso dizer que todas as taxas que ficamos conhecendo através de exames de sangue, estavam nas alturas e uma dieta encarada com seriedade se fazia necessária urgentemente. Eu já havia tentado diversos tipos e como todo mundo que precisa de dieta, sempre estava em busca daquela que fosse milagrosa e não demandasse nenhum tipo de sacrifício, mas cheguei a uma conclusão óbvia, mas que insistimos em não acreditar: não existe dieta milagrosa. Todas, eu disse, todas, exigem um certo grau de determinação, persistência e, principalmente, sacrifício. Se na hora da dieta, não existirem esses três elementos, não adianta ouvir da esposa ou de pessoas amigas que médico tal é muito bom e prescreve uma dieta muito boa, porque dentro de algum tempo você não vai mais agüentar fazer aquela dieta e relaxará na alimentação, e o peso que foi perdido será recuperado muito rapidamente, salvo raríssimas exceções.

Na minha opinião, a única coisa que realmente funciona na redução do peso e mantê-lo sem o efeito sanfona, é uma reeducação alimentar definitiva e foi o que fiz. Hoje, mais de um ano após o início dessa jornada para emagrecer, estou pesando 84 quilos (já perdi 13), ainda um pouco distante do peso ideal, mas vou chegar lá em alguns meses, ou mesmo anos, não importa, mas sem o indesejável efeito sanfona.

Desde o início dessa reeducação alimentar como de tudo, sem alterações significativas no cardápio, mas em menores quantidades. Não é tão fácil como parece, mas é menos penoso do que outras formas de emagrecer e mais fácil de driblar a fome. Não parei de comer churrasco, pizza nem lasanha, mas sem nunca esquecer de comer pouco e não cair na tentação de “comer só mais um pouquinho” em uma ou outra refeição.

Penso eu que a reeducação alimentar tem melhores resultados do que as outras formas de emagrecimento pelo fato da pessoa “não sentir saudades” de comer essa ou aquela comida que não podia consumir antes por estar fazendo dieta. Como você come de tudo, essa “saudade” não existirá.

No começo de qualquer tipo de dieta, o emagrecimento da pessoa é rápido e visível, mas depois de emagrecer por volta de 10% do peso corporal, a perda de peso tende a diminuir bastante e até mesmo a se estabilizar, pois o organismo aprende a economizar energia. Esse é o momento em que a maioria das pessoas abandonam as dietas, pois não estão mais notando resultados progressivos, rápidos e visíveis do regime, somando-se à “saudade” das comidas que, por conta da dieta, já não consome há 60 ou 90 dias. E como já perdeu um pouco de peso, se ilude que daquele momento em diante pode se esbaldar comendo de tudo na quantidade que quiser. O resultado todos já sabem. É o conhecido efeito sanfona.

Esse é o diferencial da reeducação alimentar, pois mesmo não vendo mais resultados tão rápidos no emagrecimento, a pessoa não volta a ter necessidade de comer quantidades maiores de alimentos nas refeições, pois seu organismo não se absteve de nenhum dos nutrientes aos quais já estava acostumado antes pela mudança dos hábitos alimentares, ao mesmo tempo que o emagrecimento continua acontecendo, só que de forma mais lenta.

Minha alimentação hoje é da seguinte forma:

a) 6 (seis) refeições diárias, com intervalo de três horas entre elas: café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde, jantar e lanche da noite. Não deixo de fazer nenhuma das refeições, para manter o organismo bem alimentado e o metabolismo acelerado, queimando mais calorias. Não se engane achando que se deixar de fazer algumas das refeições, você emagrecerá mais.

b) O café da manhã é normal, sempre observando para não exagerar no pão. 

c) No almoço, sempre começo por saladas. Estas posso comer à vontade. Depois parto para o arroz, feijão, carne e outros acompanhamentos, se tiver, mas sempre em pequenas quantidades, o que é fácil, pois a essa altura a fome já está relativamente saciada pela ingestão da salada crua. Sempre mastigo bastante, comendo devagar, pois ajuda na sensação de saciedade.

d) Nos lanches como uma fruta ou umas duas os três bolachas com café, pois são coisas que gosto.

e) No jantar costumo repetir o ritual do almoço, mas algumas vezes, como apenas uma fruta.

f) Para não perder os horários das refeições, principalmente os lanches da manhã e tarde, que acontecem em períodos que normalmente estou no serviço envolvido com algum trabalho ou no trânsito, uso a tecnologia a meu favor: programo o despertador do celular para disparar nas horas desejadas e arranjo uma maneira de fazer aquela refeição de um jeito ou de outro.

g) É óbvio que faço inúmeras variações do cardápio acima conforme minhas necessidades, conveniências e com o que tem disponível na geladeira de casa, mas o que procuro não relaxar são os intervalos entre as refeições, a quantidade de alimentos ingeridos por refeição e o número de refeições.

Quero reforçar o que já disse, ou seja, que a reeducação alimentar (que no meu entender se traduz em comer bem, comer de tudo, mas sempre em quantidades moderadas) não é tão simples no início, mas em pouco tempo o organismo se acostuma. Logo no começo, a pessoa sente um vazio muito grande no estômago e vontade de comer bastante, mas com o passar dos dias isso vai mudando, parecendo até que o estômago está reduzindo seu tamanho e se adaptando às novas quantidades de alimentos que lhe são oferecidas diariamente, e aos poucos, aquela sensação de “buraco no estômago” desaparece.

Vou relembrar o trecho de uma entrevista que vi há muitos anos na televisão, feita com o médico Adib Jatene, que foi ministro da saúde dos governos Collor e Fernando Henrique. Nessa entrevista ele afirmava que as pessoas adultas deveriam ter a consciência de que não são mais crianças ou adolescente e não estão mais em fase de crescimento, portanto, não precisam comer muito, mas apenas um pouquinho para manter o organismo. É a mais pura verdade.

Estava esquecendo de mencionar que para reforçar a perda de peso obtida com a reeducação alimentar, passei a freqüentar uma academia, onde faço esteira durante uma hora, de três a cinco vezes por semana.

Também ia esquecendo de mencionar: reduzi a cervejada para um dia por semana. Afinal, mais acima eu falei que sacrifício era parte importante disso tudo.

Por fim, nunca é demais ressaltar que a pessoa que for começar qualquer tipo de dieta, reeducação alimentar e/ou iniciar atividades físicas, deve procurar orientação médica antes.

Saúde é a Lei.

Publicado: 04/07/2010 em Diversos
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Sempre tive uma vida sedentária, mas aos 49 anos, me dei conta de que precisava mudar um pouco o estilo de vida. Nesse blog a idéia é passar adiante um pouco da minha experiência pessoal de tomar a decisão de adquirir hábitos do dia a dia mais saudáveis e poder assim, aproveitar com muita saúde as boas coisas da vida. Isso não é tão difícil. Basta você pensar e não esquecer nunca, que o dia tem 24 horas e que se você tirar apenas uma hora desse dia para uma atividade física, sua vida vai começar a mudar, e, à medida que você começar a perceber os benefícios óbvios que isso proporciona, aquilo que parecia ser um sacrifício, começa a ficar gostoso. Saúde para todos nós é a Lei.